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Desvendando o Mito da Multitarefa e Resgatando a Produtividade Feminina por Marcelle Paiva

Em um mundo que exalta a figura da "supermulher e guerreira”, a capacidade de realizar diversas tarefas simultaneamente é frequentemente vista como símbolo de honra ao mérito, “como aquela estrelinha no caderno de antigamente”. A imagem da executiva que, com graça e eficiência, balanceia carreira, maternidade e vida pessoal, e social, parece os símbolos do sucesso moderno. Mas essa persistente crença na multitarefa como sinônimo de eficiência pode, na realidade, estar prejudicando nossa produtividade e bem-estar. 


Durante anos, celebrei a minha própria habilidade de fazer malabarismos com inúmeros compromissos, até que a exaustão e questões pessoais me mostrou a falha nessa percepção. O orgulho de ser uma "alta performance da multi-tarefa" escondeu um custo emocional e uma falta de rotinas de bem-estar que só se revelou com o tempo. Esta mesma revelação está sendo ecoada em pesquisas científicas atuais, que desafiam o conceito de que as mulheres são naturalmente melhores na multitarefa do que os homens.


Conforme explica um artigo da revista de neurociência da Universidade Stanford [Why multitasking does more harm than good], quando realizamos uma tarefa, várias redes cerebrais entram em operação. Fazer várias tarefas ao mesmo tempo, portanto, significa interromper a comunicação entre essas redes, o que pode significar o processamento da informação mais lentamente, além de cometer mais erros. 


Outra pesquisa publicada na revista Nature [Memory failure predicted by attention lapsing and media multitasking] aponta que a multitarefa intensa está associada aos lapsos de atenção e esquecimentos. De fato, o pesquisador Kevin P. Madore explica como alguns especialistas destacam que a multitarefa diária crônica “está relacionada a erros em nossa capacidade de reter e usar informações (a chamada memória do trabalho) e nossa capacidade de recuperar informações (memória a longo prazo)

O neurocientista Daniel JLevitin é mais claro a esse respeito. Conforme escreveu no The Guardian, “a multitarefa aumenta a produção de cortisol, o hormônio do estresse, bem como a adrenalina, o hormônio de luta ou fuga, que pode superestimular o cérebro e causar confusão mental ou pensamentos confusos. 


Os estudos citados são evidências cruciais que suportam a noção de que a multitarefa pode não ser o o simbolo de sucesso e eficácia que imaginamos. Destacando essas pesquisas, podemos argumentar que o mito da multitarefa não só sobrecarrega as mulheres com expectativas irreais, mas também negligencia o fato de que a verdadeira eficiência pode ser encontrada em uma abordagem mais focada e menos frenética à produtividade.


Explorar pesquisas, estudos e livros, pode nos ajudar a entender as repercussões neurocognitivas do multitasking crônico, enquanto é claro, já sabemos isto nos exemplos da vida real de forma prática, que nos leva a uma menor qualidade de vida, a um aumento dos níveis de ansiedade e depressão e sem contar o stress para manter este esteriótipo, de que sim damos conta de tudo e somos guerreiras. 


Neste mês das mulheres, proponho rejeitarmos a capa da mulher maravilha e ao abraçar uma abordagem mais intencional para a gestão de tempo e energia, podemos não só melhorar nossa produtividade em até 40%, segundo o mas também nossa qualidade de vida. A verdadeira força reside em reconhecer nossos limites, estabelecer fronteiras saudáveis, praticar o autocuidado e sim pedir ajuda e dividir tarefas. 


Após eu reconhecer que deveria me transformar, em meados de 2019/2020, passei incluir intenção todas as manhãs, sim, precisa ser u exercício diário, ao despestar às 5h00 da manhã, começo com exercício gratidão e oração, alguma leitura que me deixa positiva, praticas do Yôga, para me manter em estado de presença e só depois começo a ter rotina com meus filhos e só depois começo no trabalho no escritório, antigamente era acordar, levar filhos na escola e escritório. 


É claro, que não conseguimos de uma hora para outra abandonar certos vícios de comportamento, como querer dar conta de uma de uma vez só e no mesmo minuto, então é respirar, estar consciente e ir cultivando o foco, por exemplo escrevi este artigo no 1º dia em que decidi me afastar das redes sociais por 20 dias, pois percebi que está atrapalhando minha produtividade e foco e me tornando ansiosa, nada é uma regra é ir cultivando, logo em volto, quando eu me senti mais focada para isto. 

Então, pare e refletiva sobre a sua rotina, histórias e sua força de reconhecer seus limites, e vamos começar uma nova narrativa neste mês da mulher. 


Uma narrativa na qual as mulheres tenham a liberdade de trabalhar de forma inteligente, não dura, e onde a produtividade seja medida por resultados e não pela habilidade de fazer malabarismos em quantidade em diversos temas ao mesmo. Menos julgamento, mais acolhimento e produtividade.



MARCELLE PAIVA




Eu me defino como uma aprendiz, que tem a alta performance como combustível e que se importa verdadeiramente com o tema saúde mental.


Sou Bacharel em Propaganda e Marketing, MBA em Administração & Negócios pela ESPM e uma pós-Graduação em Gestão das Emoções nas Organizações no Hospital Albert Einstein e uma certificação de Conselheira Digital pela HSM.


Atuo na área de Tecnologia da Informação há 23 anos, com uma trajetória nas maiores empresas do setor como TOTVS, SAP e ORACLE, nas áreas Marketing, Operações, Growth, e atualmente como Vice Presidente de Desenvolvimento de Negócios na Oracle. 


Também sou professora de inteligência emocional, programação para não programadores e liderança na Escola Conquer. 


Sou co-autora do livro Mulheres em Tecnologia e co-autora do livro “Gestão & Inovação em Negócios.  Sou voluntária no Instituto Proa TECH, para incentivar jovens em situação de vulnerabilidade e Gerando Falcões. 


Tenho artigos publicado na revista do MIT BRASIL, humanos e tecnologia. 

Sou mãe de dois garotos incríveis, apaixonada por esportes e praticamente de bike, corrida e yoga.



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